O espectro da crise alimentar – lado #1

A minha indignação com o caminho que estamos a percorrer no campo alimentar – à escala pessoal, familiar, nacional, europeia, mundial. Estamos a entrar num estado de emergência de proporções cada vez maiores. Arrisco dizer que já entrámos efectivamente nele. E o pior é que não é uma epidemia silenciosa, daquelas que crescem discretamente até matarem sem aviso. Esta epidemia vê-se onde quer que olhemos, em qualquer meio que circulemos e as suas consequências são mais que conhecidas. Ainda assim a indústria da comida processada cresce mais que nunca, porque quem tem o dinheiro é quem dita as regras, e quem luta incansavelmente por fazer a diferença pouco mais consegue do lançar um livro, quiçá criar algo de valor mas que apenas atinge certos nichos.

“We are buying junk. We are eating junk. We are feeding our children…junk! It’s almost unbelievable. Of course we love our children and grandchildren. But we all look on passively as they derive construction material for those precious bodies from…junk.

Are we really supposed to be OK with this?

What it all really means is that we have long since left the era of processed food in the rear view mirror of cultural inertia. We are now well into the realm of processing…people. We are processing you, and me. We are processing our kids. How else could the notion that ‘junk’– which would not be suitable to build a home, make a dress, fuel a car- is a legitimate food group ever have been established?

 

E quando a crise económica entrar em rescaldo, a única que aparentemente cabe diariamente nos media e nas nossas conversas de circunstância, as coisas vão continuar como sempre, salvo a parte em que os que gastavam mal o seu dinheiro em comida irão rejubilar por já ter novamente dinheiro para gastar mais nessa comida, sem se importarem de ter de gastar outro tanto em médicos e hospitais para corrigir o mal que isso lhes faz. E outros continuarão a morrer de fome.

Ou então não. Ou então, quando já houver mais espaço para finalmente dar um passo atrás, como quem olha para uma casa e decide por onde vai começar a limpar, e quando a “união social” (na falta de melhor termo) for um conceito intrínseco, vamos todos trabalhar e corrigir por este bem maior. 

É didicil deixar de parecer uma gaja fatalista, derrotista quando o oposto não parece menos que uma utopia, um conto de fadas, um “Era uma vez…”.

 

FYI Este blog foi criado num contexto académico, de estudo, para um trabalho pontual, mas neste momento tenho para mim que será para um um trabalho contínuo, um contexto bem maior.

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